Cirurgia torácica com precisão tecnológica e a atenção que cada paciente merece.

Dra. Bibiana Manna é cirurgiã torácica, com atuação em oncologia torácica e cirurgia robótica.

Retrato da Dra. Bibiana Manna, cirurgiã torácica, sentada em seu consultório

Dra. Bibiana Manna

Sou cirurgiã torácica, com atuação focada em oncologia torácica e cirurgia robótica. Vim de Porto Alegre para o Rio de Janeiro em 2024, para integrar a equipe de cirurgia torácica da Rede D’Or. Ao longo da carreira, passei por centros de referência internacionais — como o Toronto General Hospital e a NYU Langone Health — sempre em busca da tecnologia mais avançada para oferecer aos meus pacientes.

Formação e experiência

  • Residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Torácica, com ênfase em oncologia torácica
  • Pós-graduação em Radiologia Torácica
  • Observership no Toronto General Hospital (Canadá)
  • Certificação em cirurgia robótica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica
  • Observership na NYU Langone Health (Estados Unidos)
  • Certificação em ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea)
  • Experiência como professora universitária e preceptoria em residência médica
  • Desde 2024, cirurgiã torácica na Rede D’Or (Rio de Janeiro)
  • Atualmente cursando mestrado
Leia a trajetória completa

Nasci e cresci em Porto Alegre, onde vivi até 2024, quando me mudei para o Rio de Janeiro para atuar profissionalmente. Em uma família formada, em sua maioria, por engenheiros, o interesse pela medicina surgiu ainda na infância e me acompanhou como uma vontade constante. Ingressei primeiro na graduação em Nutrição — havia terminado o colégio muito jovem — e, aos 21 anos, decidi seguir esse chamado e entrei no curso de Medicina.

Já no primeiro ano da faculdade, descobri na cirurgia a minha área de interesse e passei a integrar grupos de pesquisa experimental e atividades extracurriculares. Foi durante um desses estágios que tive meu primeiro contato com a cirurgia torácica — e soube, ali, que seria essa a especialidade da minha carreira. Ainda na graduação, realizei um observership no Toronto General Hospital, um dos maiores centros mundiais de cirurgia torácica geral e transplante, para conhecer de perto o que a especialidade tem de mais avançado.

Formada, cursei os dois anos de Residência em Cirurgia Geral, pré-requisito para a Residência em Cirurgia Torácica, e, no mesmo período, uma pós-graduação em Radiologia Torácica — a imagem tem papel central no raciocínio e no planejamento cirúrgico da especialidade. Já na residência de Cirurgia Torácica, optei por um terceiro ano voltado especificamente à oncologia torácica. Ao longo dessa trajetória, atuei também como plantonista em pronto-socorro e em UTI durante a pandemia de Covid-19.

Concluída a residência, fui contratada pelo mesmo hospital universitário onde me formei, onde passei a atuar ao lado dos professores que me formaram — como cirurgiã, preceptora de residência e docente. A experiência acadêmica foi especialmente gratificante e me rendeu o título de professora homenageada por uma das turmas em que lecionei. No mesmo período, passei a integrar também a equipe de um grupo de cirurgiões torácicos em hospital privado da cidade.

Durante a prática cirúrgica, desenvolvi grande interesse pela cirurgia robótica — um diferencial importante na cirurgia oncológica — e me certifiquei na técnica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica. Para aprofundar essa formação, realizei um observership na New York University, Langone Health, em um serviço de cirurgia torácica de referência mundial, onde todas as cirurgias são realizadas por plataforma robótica. Também me certifiquei em ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea), método avançado de suporte de vida utilizado em pacientes críticos.

Em maio de 2024, mudei-me para o Rio de Janeiro para integrar a equipe de cirurgia torácica da Rede D’Or. Hoje, minha rotina reúne avaliações e cirurgias de pacientes internados, consultório e cirurgias eletivas — com foco em cirurgia torácica oncológica e cirurgia robótica, além do tratamento de afecções benignas, de quadros infecciosos a alterações anatômicas e estéticas da caixa torácica. Participo também do tumor board multidisciplinar, que reúne as especialidades envolvidas no cuidado ao paciente oncológico, e retomei recentemente a vida acadêmica por meio de um projeto de mestrado.

Dra. Bibiana Manna em frente ao Toronto General Hospital, no Canadá
Observership no Toronto General Hospital, Canadá
Fachada do Kimmel Pavilion da NYU Langone Health, em Nova York
Observership na NYU Langone Health, Nova York
Dra. Bibiana Manna palestrando no IX Simpósio Internacional de Câncer de Pulmão da Oncologia D’Or
IX Simpósio Internacional de Câncer de Pulmão, Oncologia D’Or
Dra. Bibiana Manna recebendo a homenagem de professora homenageada de uma turma de Medicina
Professora homenageada por uma das turmas em que lecionou

Excelência técnica e dimensão humana são inseparáveis. O conhecimento científico conduz cada decisão, enquanto a escuta, o acolhimento e a proximidade tornam o cuidado mais completo.

Dra. Bibiana Manna

Áreas de atuação

Atuação em cirurgia torácica geral e oncológica, com foco em diagnóstico e tratamento cirúrgico das doenças de alta complexidade do tórax.

Oncologia torácica

Diagnóstico e tratamento cirúrgico do câncer de pulmão e de lesões metastáticas de outros órgãos que envolvem a cavidade torácica, com indicação cirúrgica.

Doenças benignas

Doenças infecciosas e inflamatórias do pulmão e da pleura, alterações anatômicas congênitas da caixa torácica (como pectus excavatum e carinatum), hiperidrose localizada, doenças da traqueia e traumas torácicos.

Rastreio e acompanhamento

Acompanhamento de pacientes tabagistas com controle tomográfico anual, como estratégia de detecção precoce do câncer de pulmão, em conjunto com equipe multidisciplinar.

Técnicas

Utilização de técnicas minimamente invasivas — cirurgia robótica e videocirurgia.

Técnicas cirúrgicas e cirurgia robótica

A cirurgia torácica evoluiu significativamente nas últimas décadas. Das grandes incisões da toracotomia aberta à precisão da cirurgia robótica, cada avanço técnico trouxe recuperação mais rápida, menos dor e resultados cirúrgicos mais precisos.

Cirurgia aberta

Toracotomia

Tórax de paciente em posição lateral com a linha da incisão longa da toracotomia marcada entre as costelas

Uma incisão longa entre as costelas, com afastamento das costelas.

Historicamente, o acesso à cavidade torácica exigia grandes incisões e o afastamento forçado das costelas, o que resultava em dor intensa, recuperação lenta e maior risco de dor crônica.

A partir da década de 1980

Videotoracoscopia (VATS)

Tórax de paciente em posição lateral com as três pequenas incisões da videotoracoscopia marcadas

Uma a três pequenas incisões, sem afastar as costelas, uma delas para a câmera.

Reduz significativamente o tamanho das incisões, sem necessidade de afastar o espaço entre as costelas — embora ainda exija manipulação mais intensa do pulmão e ofereça visualização mais limitada da cavidade.

A partir dos anos 2000

Cirurgia robótica (RATS)

Tórax de paciente em posição lateral com as cinco pequenas incisões da cirurgia robótica marcadas

Incisões de poucos milímetros para a câmera e os braços robóticos.

Do inglês robotic assisted thoracic surgery. Utilizo a plataforma Da Vinci, que permite incisões ainda menores, dissecção mais precisa e delicada — com movimentos que a mão humana não realiza — e visualização em alta definição e três dimensões. Na cirurgia oncológica, isso se traduz em dissecções mais precisas, recuperação pós-operatória mais rápida e menor tempo de internação.

Imagens adaptadas de: Wang Y, Randle RJ, Bhandari P, He H, Trope WL, Guenthart BA, et al. Greater ipsilateral rectus muscle atrophy after robotic thoracic surgery compared with open and video-assisted thoracoscopic surgery approaches. JTCVS Open. 2024;20:202-209. doi:10.1016/j.xjon.2024.05.011

Dra. Bibiana Manna ao lado do console da plataforma robótica Da Vinci

Como funciona a plataforma robótica

  • ConsoleDe onde conduzo a cirurgia com visão 3D em alta definição e controlo os instrumentos por meio de comandos manuais e pedais.
  • Carro do pacientePosicionado junto à mesa cirúrgica, com os braços robóticos articulados que reproduzem os movimentos realizados no console.
  • Carro de visãoResponsável pelo processamento e pela distribuição da imagem para toda a equipe.

A jornada do cuidado

Do encaminhamento ao acompanhamento depois da cirurgia: o percurso de cada paciente, etapa por etapa.

Dra. Bibiana Manna segurando uma luminária com o desenho da caixa torácica e flores
  1. Encaminhamento

    A maioria dos pacientes chega até mim encaminhada por um pneumologista — parceria essencial na cirurgia torácica — ou por oncologistas, cardiologistas e médicos de família. Casos de doenças benignas, como hiperidrose ou alterações da caixa torácica (pectus excavatum e carinatum), costumam ser encaminhados por dermatologistas ou pediatras.

  2. Consulta e avaliação inicial

    Na primeira consulta, avalio histórico clínico e familiar, comorbidades, medicações em uso, exame físico e os exames de imagem já realizados. A partir dessa avaliação, defino os próximos passos: exames complementares, discussão em tumor board ou encaminhamento à equipe multidisciplinar.

  3. Diagnóstico

    Nos casos com suspeita de câncer, defino a melhor forma de biópsia com base nas condições clínicas do paciente, nos achados de imagem, no estadiamento e na discussão multidisciplinar do caso.

  4. Definição da conduta

    Avaliação pré-operatória completa e definição da técnica cirúrgica mais adequada — sempre priorizando a opção menos invasiva possível, considerando o diagnóstico e as características de cada paciente.

  5. Cirurgia

    Procedimento realizado com apoio de equipe de anestesia, cirurgiões auxiliares e enfermagem especializada, em todo o período perioperatório.

  6. Recuperação e acompanhamento

    Nos casos oncológicos, o acompanhamento multidisciplinar continua por, no mínimo, cinco anos, com consultas periódicas, exames de imagem e reavaliação em tumor board. Nos demais casos, o acompanhamento pós-operatório é definido individualmente.

Os exames

A avaliação inicial de qualquer alteração torácica inclui, na maioria dos casos, uma tomografia de tórax — exame fundamental tanto para a investigação diagnóstica quanto para o planejamento cirúrgico. No caso do câncer de pulmão, ela permite avaliar com precisão características do nódulo, como formato, bordas e localização.

Os exames são sempre complementados conforme as condições clínicas de cada paciente.

  • Tomografia de tórax
  • Exames de sangue
  • Prova de função pulmonar
  • Eletrocardiograma
  • Ecocardiograma
  • PET-CT, quando indicado para estadiamento

Equipe e atuação integrada

A cirurgia torácica é, por natureza, um trabalho de equipe. Cada procedimento envolve uma grande equipe composta pelos cirurgiões, anestesistas, colegas de outras especialidades, instrumentadores, enfermeiros, fisioterapeutas e todos os profissionais envolvidos desde a marcação da primeira consulta até o acompanhamento pós-operatório.

Essa integração, construída com confiança e comunicação constante entre as especialidades, é parte essencial da segurança e da qualidade do cuidado oferecido a cada paciente.

Dra. Bibiana Manna operando no console da plataforma robótica Da Vinci

Para a comunidade médica

Recebo encaminhamentos de pneumologistas, oncologistas, cardiologistas e médicos de família e, nos casos de doenças benignas da caixa torácica, também de dermatologistas e pediatras.

  1. Encaminhamentocom exames de imagem e histórico clínico
  2. Avaliaçãoconsulta em cirurgia torácica
  3. Discussão do casotumor board multidisciplinar, quando oncológico
  4. Tratamentocirurgia e acompanhamento multidisciplinar

Quando encaminhar

Diante de nódulos ou massas pulmonares, suspeita de neoplasia torácica, doenças infecciosas ou inflamatórias do pulmão e da pleura com indicação cirúrgica, alterações anatômicas da caixa torácica (como pectus excavatum e carinatum), hiperidrose localizada, doenças da traqueia e traumas torácicos.

O que o paciente deve trazer

Exames de imagem já realizados (com laudo), histórico clínico relevante e, quando houver, resultados de biópsias ou exames complementares. Casos oncológicos podem ser discutidos em conjunto no tumor board multidisciplinar.

Perguntas frequentes

Não encontrou sua dúvida? Fale com o consultório.

Antes da consulta

Quando devo procurar uma cirurgiã torácica?

Sempre que houver suspeita de doença pulmonar ou torácica que exija avaliação cirúrgica — como nódulos ou massas identificados em exames de imagem, doenças infecciosas ou inflamatórias do pulmão e da pleura, alterações anatômicas da caixa torácica ou sintomas persistentes relacionados ao tórax.

Quais condições são tratadas pela cirurgia torácica?

A especialidade trata doenças do pulmão, da pleura, do mediastino e da caixa torácica — do câncer de pulmão a condições benignas, como doenças infecciosas, inflamatórias, malformações congênitas, hiperidrose localizada e traumas torácicos.

É preciso encaminhamento médico para agendar uma consulta?

Não é obrigatório. Embora a maioria dos pacientes chegue por encaminhamento de outro médico — especialmente pneumologistas —, também é possível agendar consulta diretamente.

O que devo levar para a primeira consulta?

Exames de imagem já realizados (com laudo), histórico médico, lista de medicações em uso e quaisquer exames complementares relacionados ao motivo da consulta.

Receber uma indicação para avaliação cirúrgica significa que precisarei operar?

Não necessariamente. A consulta serve, antes de tudo, para avaliar o caso com profundidade e definir, com base em exames e critérios clínicos, qual é a melhor conduta — que pode ou não incluir cirurgia.

Sobre a cirurgia

Como é definida a necessidade de uma cirurgia?

A decisão considera o diagnóstico, os achados de imagem, as condições clínicas do paciente e, em muitos casos, a discussão multidisciplinar do caso — sempre priorizando a alternativa mais adequada a cada situação.

O que é uma cirurgia minimamente invasiva?

É uma técnica cirúrgica realizada com incisões pequenas, sem necessidade de grandes aberturas na caixa torácica. Inclui a videocirurgia (VATS) e a cirurgia robótica (RATS), que proporcionam menos dor, recuperação mais rápida e menor tempo de internação em comparação à cirurgia aberta tradicional.

O que é a cirurgia torácica robótica?

É uma técnica minimamente invasiva realizada com o auxílio de uma plataforma robótica, comandada integralmente por mim durante todo o procedimento. Permite maior precisão na dissecção, visualização em alta definição e três dimensões, e recuperação pós-operatória mais rápida.

A cirurgia robótica é indicada para todos os pacientes? De todas as idades?

A indicação depende do diagnóstico e das características de cada paciente, sendo sempre definida após avaliação individual em consulta.

Quais são as possíveis vantagens da cirurgia robótica?

Entre os principais benefícios estão a maior precisão na dissecção, a visualização tridimensional ampliada e o caráter minimamente invasivo do procedimento — fatores que podem contribuir para uma recuperação mais confortável.

Como funciona a preparação para uma cirurgia torácica?

Inclui avaliação pré-operatória com exames de sangue, prova de função pulmonar, avaliação cardiológica e, quando indicado, exames de imagem complementares — além de orientações específicas fornecidas antes do procedimento.

Depois da cirurgia

Quanto tempo dura a internação após uma cirurgia?

Varia conforme o procedimento realizado, o quadro clínico e a evolução de cada paciente, sendo avaliada individualmente ao longo do pós-operatório.

Como costuma ser a recuperação depois da cirurgia?

É progressiva e individualizada: o retorno às atividades do dia a dia acontece de forma gradual, conforme orientação médica e evolução clínica de cada paciente.

Como funciona o acompanhamento depois da cirurgia?

Inclui consultas de retorno, avaliação da recuperação e, nos casos oncológicos, acompanhamento multidisciplinar contínuo — com exames periódicos e reavaliação em tumor board, quando necessário.

Retrato da Dra. Bibiana Manna, cirurgiã torácica

Imprensa e mídia

Dra. Bibiana Manna é cirurgiã torácica, com atuação focada em cirurgia oncológica torácica e cirurgia robótica. Formada em Medicina, realizou residência em Cirurgia Geral e em Cirurgia Torácica, com ano adicional dedicado à oncologia torácica, além de pós-graduação em Radiologia Torácica. Certificada em cirurgia robótica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica e em ECMO, realizou observership no Toronto General Hospital (Canadá) e na New York University, Langone Health. Atuou como professora universitária e preceptora de residência médica antes de integrar, desde 2024, a equipe de cirurgia torácica da Rede D’Or, no Rio de Janeiro.

Áreas de expertise

Câncer de pulmão e outras doenças oncológicas do tórax; cirurgia robótica; cirurgia torácica minimamente invasiva; rastreio de câncer de pulmão em pacientes tabagistas; doenças benignas do tórax.

Temas para entrevistas e debates

Câncer de pulmão e diagnóstico precoce, avanços em cirurgia robótica e minimamente invasiva, inovação tecnológica em saúde, e formação médica e multidisciplinaridade no cuidado oncológico.

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